terça-feira, 30 de junho de 2009

Garota


Numa sociedade moderna, em que os valores são questionados sem tabus ou distinção de sexo, meros detalhes ainda servem de subterfúgio para uma natureza sexual, ou para à partir dela tirar proveito. Neste caso, a redenção do coração de um homem suplanta toda e qualquer distinção de que este tenha que agir como tal. A cabeça perde a razão e o coração bate mais alto.

Garota I


Garota II


[ficha técnica]

ilustração - marceleza
letra e melodia - joão vinícius
voz e leitura - joão vinícius
música - joão vinícius
música incidental em Garota II - I believe in miracles [dee dee ramone e daniel ray]

terça-feira, 16 de junho de 2009

Receita de Chapati

Quem vê assim prontinho não imagina a quizila que deu. Foi preciso desacertar duas vezes - erra até mais, a gente - pra ganhar a vida própria e ficar independente. Assim sendo, não é mais meu, falei. Eu sou só, o começo, mas o filho é de três. É o que agora? Animação? Música? Poema? E que te(i)ma! Não quero mais tomar parte: resolvam vocês essa arte.




[ficha técnica]

ilustração e animação - marceleza
texto
- álvaro andrade
leitura
- álvaro andrade
música
- joão vinícius

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Lubrifica Menina


Eis aqui uma tradução poética da masturbação feminina. A cada toque uma descoberta, a cada sussurro uma (auto-)afirmação. Em meio às figuras e metáforas, o tesão transcende a poesia e combate o pudor. Lubrifica é um imperativo mal utilizado que cede espaço à liberdade de ser e sentir como se queira; uma oportunidade ao desejo. Sem mais delongas, é sempre tempo de lubrificar o amor, o rancor, as ideias e o pré-conceito... Sem fluidos a vida não flui.


acompanhe lendo


[ficha técnica]

ilustração - marceleza
texto - verónica méndez
leitura e gemidos - verónica méndez
música - joão vinícius

domingo, 7 de junho de 2009

Quando a chuva enche a lagoa


Ouvidos atentos para as melodias de um dos tantos encontros mágicos promovidos pela natureza.

"A eternidade ecoa / quando a chuva enche a lagoa."



[ficha técnica]

imagem - autor desconhecido
texto - cebola pessoa
leitura - cebola pessoa
música - cebola pessoa

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ensaio para uma última conversa

Uma história. Sem muitos capítulos e sem maiores reviravoltas. Um sofá. Com muitos capítulos e reviravoltas maiores que o próprio móvel. E a vontade de dizer pra si mesmo as últimas palavras de um diálogo interno. O último suspiro antes de pedir à vida a conta dessa farra e deixar as lembranças e aquele sofá para trás, pra, (quem sabe) lá na frente, revirar a alma pelo avesso em um novo sofá. Ou numa nova vida.



[ficha técnica]

texto - gabriel camões
leitura - gabriel camões
música ambiente e ambientação - joão vinícius

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Wi Pití Pití

Nascido e criado nas praias da Cidade Baixa de Salvador, este filme é danado como eu/como você!

Uma Ode atochada num mundo Pós-Moleque que teima e vive se bulindo todo enfiado. Docu-Drama-Fake-Sexy-Mama.

Bem vindos ao meu ensolarado universo, o qual exploro e sobre o qual me debruço sem nenhum escrúpulo ou pudor, indo da Lambada escrota de Michel Nerplat até a um revisitado arrocha de Cebola Pessoa. Dos amores de um velho lobo do mar, como o Prof. Dilton Rossi e um casal adolescente, até uma fictícia relação de Preto e Branca circundados pelas doces letras do saudoso Poeta do fim do dia, José Maria Nunes Marques.

Fiquem a vontade e bom filme. CURTA AÊ!



[ficha técnica]

direção - expinho
produç
ão - chimichanga filmes
elenco - alice marques, alex cicinho leite, luana leão, yanna karolina, joão marcelo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Lê Minski


Um dia alguém me disse que existem dois tipos de pessoas no mundo: As pessoas que costumam fazer homenagem a outras e as que são dignas e merecedoras de serem homenageadas. Leminski é uma daquelas pessoas que merece mais que uma homenagem. Mais que muitas. Mais que uma vida inteira de poesia. Leminski é mais que uma pessoa. Mais que muitas. Mais que uma vida inteira de poesia. Aqui tentei fazer a minha parte. A primeira parte de muitas. A primeira parte de uma vida inteira de poesia.



[ficha técnica]

manipulação de imagem - joão vinícius
texto - gabriel camões
leitura - gabriel camões
música - joão vinícius

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Café Blasé

Quem lida com criação e tem um computador como ferramenta bem sabe da necessidade daqueles 10 minutos de descanso de duas em duas horas, três em três, pouco importa. Os 10 minutos. A pausa pro café, quem sabe um cigarro. Café preto, bem forte, com aquele leve gosto de torrado da cafeteira Wallita, que está alí sempre presente aquecendo o que te faz esquecer que água existe na jornada de trabalho. O cigarro, quando não te toma como um dependente, completa o STATUS. A leve cruzada de pés, em pé com um dos ombros encostado na parede, sozinho ou acompanhado. Está agora configurado o tipo Café Blasé.



acompanhe lendo

[ficha técnica]

texto, música e melodia - joão vinícius
leitura e voz
- joão vinícius

terça-feira, 19 de maio de 2009

Recado de ontem

Que este não seja o último suspiro de inspiração de um amigo.



[ficha técnica]

texto - saulo dourado
leitura - saulo dourado
música - joão vinícius

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Canção de amor

A canção na qual eu não acredito mais, falida nas rádios e mídias audiofônicas, ainda permanece sincera por entre os acordes e versos das canções de amor. Por mais que estas sejam feitas aos quilos por compositores que gananciam a fama, sustentam sua sobrevivência, ou mesmo pelo amador que escreve da porta do quarto para dentro, em algum momento, um intervalo de tempo em que o lápis não toca o papel, um minuto de silêncio é gerado. Este é o silêncio mais genuinamente sincero, que só quem escreve uma canção de amor ainda carrega consigo.



[ficha técnica]

texto - joão vinícius
leitura - joão vinícius e breno fernandes (trecho em francês)
música - gabriel camões (voz), joão vinícius (melodia, guitarra e violão), rafael campêlo (baixo) e igor andrade (bateria)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sina

O maior presente que a minha mãe e o meu pai me deram foi o meu nome. Mais que a vida. Porque esta é inerente, um cumprimento meramente biológico, que serve apenas aos vermes, no fim. Já o nome, como a obra, é o que fica. Mesmo que seja por uma geração, somente. Se for. E além do símbolo, o presente me traz também a compressão mais aguda do que a ânsia por oxigênio: a obrigação de sagrar o meu legado.



[ficha técnica]

texto - emmanuel mirdad
leitura - emmanuel mirdad
música - cebola pessoa

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Palabras

Isto é unha pequena improvisación.


[ficha técnica]

texto - lois blanco
leitura - lois blanco
música - joão vinícius

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A hora da borboleta

Sei que vai ser difícil acreditar, mas este texto era parte de uma história de terror, até aparecer essa música sexy, algo psicodélica, que raptou o excerto e tomou-o como seu. Não tentei um resgate, essas coisas acontecem, textos são tão volúveis quanto as pessoas em seus relacionamentos, e o que todo mundo busca, enfim, é um encaixe perfeito.


[ficha técnica]

texto - breno fernandes
leitura - verónika méndez
música - ugo sangiorgi

quinta-feira, 7 de maio de 2009

S2

Ele cedeu. Depois de muito insistir, desde a formação deste coletivo, o querido amigo e literato ("temporariamente despraticante") Saulo Dourado compareceu a uma reunião para o registro de alguns dos seus trabalhos. Dentre estes, uma frase.

O que fazer com uma frase? Muita coisa. A prova está aí.



[ficha técnica]

texto - saulo dourado
leitura - saulo dourado, joão vinícius, marcelino freire, bernardo de paula, álvaro andrade, breno fernandes e gabriel camões
música - joão vinícius e o espírito de maria bethânia, através de gabriel camões (capela incidental)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Notícia de uma coluna social no jornal de segunda

A primeira vez que falei esse poema foi há duas semanas atrás no Corujão da Poesia da livraria Letras e Expressões lá do Leblon. Eu costumo iniciar de forma bem alegre a visualização do espetáculo que é essa mulher, e da sensação de fama e brilho e barulho e espanto que ela causa. Depois minha voz toma um aspecto mais duro, se envolvendo com o silêncio, revelando minimamente as cenas finais. Lá no Corujão, quando as cenas do poema chegaram ao fim todo mundo ficou em silêncio. Pensei que tivesse ofendido alguém (às vezes penso que esse texto é uma piada suja, gratuita, completamente idiota), tanto que por poucos segundos fiquei parado, olhando pro povo, querendo repartir a angústia que é chegar ao fim desse poema. Dei dois passos pra trás e assim foi. Aplausos. Os amigos vieram. Tem um buraco de bala no centro do livro.



[ficha técnica]

texto - gabe pardal
leitura - gabe pardal
produção musical - gabe pardal e joão vinícius
edição - alberto grosso

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Manual para um voo tranquilo (Marcelino descobre Pardal)

Este trabalho é um flagrante. Tendo em mãos o fanzine que o poeta e membro do Coletivo Gabriel Pardal distribui no Rio de Janeiro, com sua arte gráfica e poética, o amigo Marcelino Freire não resistiu a deliciar-se com os textos presentes no livreto. Na pausa de uma das gravações que veio fazer conosco, ele aproveitou para recitar um desses; curiosamente, o microfone já apontava pra o próprio Marcelino. Bom, era só apertar REC e registrar esse fantástico momento da descoberta de um grande poeta da nossa geração por outro, tão reluzente quanto. A prova de que arte não é concorrência. É admiração, respeito, descobertas e inspiração.



[ficha técnica]

texto - gabe pardal
leitura - marcelino freire

sábado, 2 de maio de 2009

Pelo bom uso do fogo

Vamos falar da mais pura subsistência, daquela que, em sua infinitude, desconhece a manifestação do ego e esvazia qualquer tentativa de acúmulo. Falar de quando o pote está cheio e é possível saborear a alegria de compartilhar; de quando, ausente a expectativa, se pode ver a mais límpida contemplação. Vamos falar desses momentos em que o mais corriqueiro pensamento visita a mais sublime descoberta, seja na atmosfera de um bom velho disco antigo ou na profunda magia de pescar canções no ar. Para que dentro desse instante possamos viver a grande causa que é a vida! Mesmo sem a legalização, ou sequer marcha; mesmo sem voz nos veículos de comunicação ou em filmes premiados na Alemanha, mas com a presença infinita do amor, sempre a frutificar como música o sorriso no coração de milhões. Até chegar o dia em que o homem seja reconhecido pela capacidade de propagá-lo e os encantados multiplicadores de hoje, sujeitos iluminados de uma causa sem fronteiras, se vejam ainda mais livres a ponto de serem aceitos em abraços por todos aqueles que condenam o seu modo de vida. E todo ser humano se libertará do karma da vingança, do eterno ciclo destrutivo da mente que se aprisiona no poder.

Se esta fala há de guiar os próximos dessa caminhada que nos antecede, que ela seja uma fala precisa. Uma fala que contemple toda a sabedoria de viver cada dia com aquilo que a natureza nos dá. Uma fala que traga consigo a suavidade e a envolvência de um reggae nayambinghi e que habite na imensidão de humildade que cada nova colheita haverá de nos trazer. Uma fala que, indo direto ao coração, faça a nossa satisfação da alma um fruto ainda mais verde.



[ficha técnica]

letra e música - cebola pessoa

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Arrocherie

Acho que tenho vergonha.

E acho que não sei o que fiz.



[ficha técnica]

texto - mariele góes
leitura - mariele góes
música - cebola pessoa

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Homo Erectus

Um luxo só! Para entrar para a pré-história. Digo assim: essa animação brilhantemente feita à mão pelo carioca RODRIGO BURDMAN em cima do meu conto "HOMO ERECTUS" (extraído do livro "BaléRalé", Ateliê Editorial, 2003). Sem contar a fenomenal narração do grande PAULO CÉSAR PEREIO. Encostem os ouvidos e olhos nesta aventura gráfica-sonora e bora-embora.



[ficha técnica]

texto - marcelino freire
animação - rodrigo burdman
narração - paulo césar pereio

terça-feira, 21 de abril de 2009

La Caverna

A Caverna: numa escuridão, estão presos os homens. Enjaulados, só conseguem olhar para o que está diante dos seus narizes. Nada de passeios, nada de ver a luz do dia. O dia, escuro sempre, se resume a ver passarem as sombras de um mundo distante. Mas estes homens não sabem sequer o que são sombras, porque não conhecem sequer a luz! As palmas para Platão, merecidas, nos levam a carregar dentro de nós um pouco destes homens: será que vivemos cerrados dentro de um calabouço de ecos, de sombras, em que aquilo que vemos é somente o que nós temos na nossa frente? Por que meus companheiros não me vêem? Por que não sou eu aquele que pode criar isto que chamam de sombra? Por que não posso, eu mesmo, ser a luz? A luz, branca chega cega, não pertence a este lugar, a esta caverna. Precisa-se, então, sair. Agora.




Vencedor do melhor curta universitário do festival Nontzefilm 2008 (Espanha).

[ficha técnica]

elenco - joaquin navamuel
produção & realização - edinaldo mota, garazi erdaide, mireia casadevall, nina neves, ticiane bicelli
direção artística - esther camacho
orientação - rosa martins sabarís [facultad de ciencias sociales y de la comunicación, universidade del país vasco, espanha]
trilha sonora - emerson taquari ["poema percursivo"]