domingo, 6 de dezembro de 2009

Descida

O agradecimento é sempre uma abstração menor, um gesto que sentimos por completo e expomos pelo meio. Às vezes desejamos tanto que a repetição da palavra "amor" pende como um mal-me-quer, que abraçar com muita força apenas estala, que beijar todas as partes do corpo é pouco. A expressão total do nosso desejo só chegaria ao nível do absurdo, só se aplacaria caso, como seres amorfos, pudéssemos nos desintegrar e nos retornar. Como dizer da vontade gigantesca, que vai dos pés ao topo da garganta, como falar de um poema, este susto procurado?



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[ficha técnica]

texto - saulo dourado
leitura - saulo dourado e marccela vegah
trilha - joão vínícius

3 comentários:

Saulo Dourado disse...

Uma rádio-novela nervosa. Saúdo!

através do vidro de imagens disse...

amay!
a trilha em alguns momentos remeteu-me a hit the road jack, sabe Deus porque!

Wladimir Cazé disse...

Esse ficou bem legal. O ritmo da leitura, a batida, as vozes e a temática se alimentam mutuamente. Bola pra frente, galera.