quarta-feira, 6 de maio de 2009

Notícia de uma coluna social no jornal de segunda

A primeira vez que falei esse poema foi há duas semanas atrás no Corujão da Poesia da livraria Letras e Expressões lá do Leblon. Eu costumo iniciar de forma bem alegre a visualização do espetáculo que é essa mulher, e da sensação de fama e brilho e barulho e espanto que ela causa. Depois minha voz toma um aspecto mais duro, se envolvendo com o silêncio, revelando minimamente as cenas finais. Lá no Corujão, quando as cenas do poema chegaram ao fim todo mundo ficou em silêncio. Pensei que tivesse ofendido alguém (às vezes penso que esse texto é uma piada suja, gratuita, completamente idiota), tanto que por poucos segundos fiquei parado, olhando pro povo, querendo repartir a angústia que é chegar ao fim desse poema. Dei dois passos pra trás e assim foi. Aplausos. Os amigos vieram. Tem um buraco de bala no centro do livro.



[ficha técnica]

texto - gabe pardal
leitura - gabe pardal
produção musical - gabe pardal e joão vinícius
edição - alberto grosso

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